Azulão
O azulão é uma ave passeriforme da família Cardinalidae.
Também é conhecido pelos nomes de azulão-bicudo ou bicudo-azulão, azulão-do-nordeste, azulão-do-sul, azulão-verdadeiro, azulão-da-mata (Sul do Piauí), guarundi-azul, gurandi-azul, gurundi-azul e tiatã.
Nome Científico:
Seu nome científico significa: do (grego) kuanos = azul escuro; e loxia = bico cruzado, tentilhão de bico forte; e de brissonii. brissonia = homenagem ao ornitólogo francês, Mathurin Jacques Brisson (1723-1806). ⇒ (Pássaro) azul escuro com bico forte de Brisson. Em ornitologia, loxia é usado para uma ampla variedade de “tentilhões” com bico forte ou aves parecidas com “tentilhões”.
Características:
Tem bico avantajado e negro. O macho é totalmente azul-escuro, com partes azuis brilhantes. A fêmea e os filhotes são totalmente pardos, com as partes inferiores um pouco mais claras. Canto sonoro e melodioso. Emite um canto diferente no crepúsculo e pela madrugada.
As populações do sul do Brasil possuem tamanho corporal mais avantajado, quando comparado com as do Nordeste.
Subespécies
Possui cinco subespécies, sendo que três ocorrem no Brasil:
Alimentação
Sua alimentação é bem variada, sobretudo de sementes, frutas e insetos.
Reprodução
O azulão se reproduz entre setembro e fevereiro, constrói seu ninho não muito longe do solo e cada ninhada geralmente tem entre 2 e 3 ovos, tendo de 3 a 4 ninhadas por temporada. Os filhotes nascem entre 13 e 15 dias após a fêmea botar os ovos.
Hábitos
É encontrado em áreas com água abundante na beira de pântanos, grotas, brejos, florestas ralas, matas secundárias espessas e plantações.
Esta ave é territorialista. Não é possível vê-la em bando. Se existe um casal em certa localização, só será possível encontrar outro casal a uma certa distância. Os filhotes de azulão ficam com seus pais até um certo tempo, depois já partem para uma vida “independente”, pois o instinto territorialista do azulão não o deixará ficar por perto após estar na fase adulta. Assim, o filhote terá que achar seu próprio território e sua parceria para acasalamento. Se um macho invade o território de outro, com certeza haverá um conflito, e será bem violento. Por isso existe um certo respeito entre as aves e seus territórios, mas sempre há aquele mais valente que, por território ou por uma fêmea, entrará em conflito e conquistará o desejado.

Bicudo
Também conhecido como bicudo-do-norte (SP), bicudo-preto e bicudo-verdadeiro, o bicudo (Sporophila maximiliani) é uma ave passeriforme da família Thraupidae.
Habita pastos alagados, veredas com arbustos, bordas de capões de mata, brejos, beiras de rios e lagos, aparentemente em locais próximos à água, principalmente onde haja o capim-navalha (Hypolytrum pungens), navalha-de-macaco (Hypolytrum schraerianum) ou a tiririca (Cyperus rotundus) seus alimentos básicos na natureza. Aprecia ainda o arroz, o que colabora muito para o seu desaparecimento, vitimado por agrotóxicos. Devido a apreciação de seu canto para torneios, é alvo de traficantes de animais, o que faz seu status de preservação ser CR(Crítico) de acordo com o IBAMA.
Nome Científico
Seu nome científico significa: do (grego) sporos = semente, sementes; e phila, philos = amigo, aquele que gosta de, afeiçoado; e de maximiliani = homenagem ao Príncipe Maximilian zu Wied (1782–1867), explorador no Brasil no período de (1815–1817). ⇒ (Ave) que gosta de sementes de Maximilian.
Características
Mede entre 14,5 e 16,5 centímetros de comprimento (Jaramillo, 2014) e pesa aproximadamente 22g. Quando adultos os machos apresentam coloração preta, com uma mancha branca na parte externa das asas. A parte inferior das asas apresenta nuances de branco. Seu bico é branco ou manchado na maioria dos bicudos. As fêmeas e os filhotes apresentam coloração parda, em tons de castanho.
Seu canto lembra o som de uma flauta. Quanto ao canto e a cor do bico, ocorrem variações regionais e individuais.
Os jovens machos começam a adquirir a plumagem de adulto por volta dos 12 meses de idade.
Subespécies
Possui duas subespécies:
Alimentação
Granívoro, aprecia principalmente as sementes de capim-navalha (Hypolytrum pungens), navalha-de-macaco (Hypolytrum schraerianum) e tiririca (Cyperus rotundus).
Hábitos
É uma espécie rara. Vive em pares bastante espalhados. Prefere regiões de clima quente, com temperatura acima de 25°.
Durante a maior parte do ano são encontrados aos casais. Territorialista por essência, demarca para si uma área circular com cerca de cem metros de raio, que defende contra todos os intrusos. As disputas por território e pela simpatia das fêmeas apresentam forma de desafio de canto, dificilmente chegando à agressão física. Ao cantar, toma postura ereta, com o peito empinado e a cauda abaixada, destacando sua valentia e disposição para disputas territoriais. Seu canto, sempre melódico e complexo, é uma bonita sequência de notas trinadas e trêmulas, e varia de ave para ave.

Canário-da-terra
O canário-da-terra (Sicalis flaveola) também é conhecido como canarinho, canário-da-horta, guiranheemguatu (pássaro de canto bom), canário-da-telha (Santa Catarina), canário-do-campo, chapinha (Minas Gerais), canário-do-chão (Bahia), canário-do-reino (Ceará), coroinha e cabeça-de-fogo.
Nome Científico
Seu nome científico significa: do grego sikalis, sukallis or sukalis = pequeno; latim flaveola, flaveolus diminutivo de flavus = amarelo. ⇒ Amarelinho.
Características
Tamanho aproximado: 13,5 centímetros. Peso médio: 20 gramas. Cor amarelo-olivácea com estrias enegrecidas nas costas e próximo das pernas. Asas e cauda cinza-oliva. A íris é negra e o bico tem a parte superior cor de chifre e a inferior é amarelada. As pernas são rosadas. A fêmea e o jovem têm a parte superior do corpo olivácea com densa estriação parda por baixo, com as penas e cauda e tarso quase enegrecidos, mas o jovem macho, quando adulto, assume a coloração amarela. Com 4 a 6 meses de idade, os filhotes machos já estão cantando, e levam cerca de 18 meses para adquirir a plumagem de adulto.
Subespécies
São cinco subespécies reconhecidas, sendo duas brasileiras.
Os exemplares machos do Nordeste (em especial do Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco) são de um amarelo mais forte e brilhante, com coroa vermelho-alaranjada e maior, dorso com poucas e finas estrias e levemente esverdeado (em vez de oliva). A fêmea, além de ser também amarela, possui igualmente a mancha vermelho-alaranjada no alto da cabeça, embora menor que no macho. Alguns estudiosos preferem tratar tal forma como uma subespécie distinta.
Alimentação
Alimenta-se de sementes no chão. É uma espécie predominantemente granívora (come sementes). O formato do bico é eficiente em esmagar e seccionar as sementes, sendo, portanto, considerada predadora e não dispersora de sementes. Ocasionalmente alimenta-se de insetos. Costuma frequentar comedouros com sementes e quirera de milho.
Reprodução
Faz ninhos cobertos, na forma de uma cestinha, em lugares que variam desde uma caveira de boi até bambus perfurados. Frequentemente utiliza ninhos abandonados de outros pássaros, sobretudo do joão-de-barro. Pode fazer ninhos em forma de cesta em plantas epífitas (orquídeas e bromélias), em buracos de telhas e outros locais que ofereçam proteção. A fêmea põe em média quatro ovos, que são chocados por 14 ou 15 dias.
Hábitos
Vive em campos secos, campos de cultura e caatinga, bordas de matas, áreas de cerrado, campos naturais, pastagens abandonadas, plantações e jardins gramados, sendo mais numeroso em regiões áridas.
Costuma ficar em bandos quando não está em período de acasalamento. Vive em grupos, às vezes de dezenas de indivíduos. O macho tem um canto de madrugada bem extenso e áspero, diferente do canto diurno. O canto de corte é melodioso e baixo, acompanhado de um display parecido com uma dança em volta da fêmea.

Cúrio
Outro Nome: Avinhado
Nome Científico: Sporophila angolensis
Significado do Nome: Curió significa na linguagem indígena "Amigo do homem".
Ordem: Passeriformes
Família: Fringílidas
Nome em Inglês: Thick-billed (Lesser) Seed Finch
Nome em Espanhol: Semillero Picogueso
Alimentação no Habitat Natural: Alimenta-se basicamente de alguns insetos, várias sementes com exclusividade na semente do capim navalha.
Cor: marrom quando novo. Depois de completar 420 dias suas penas ficam pretas com apenas uma pequena mancha branca na asa e sua barriga e peito fica na cor vinho, a fêmea é marrom com um tom mais claro no peito mesmo quando adulta.
Localização: Todo o Brasil e alguns lugares da América do Sul. Habita as regiões litorâneas brasileiras e principalmente o litoral paulista.
Tempo de Vida: 30 anos no cativeiro (se bem cuidado) e de 8 a 10 anos na vida selvagem.
Tamanho: 14 cm.
Época de Acasalamento: Ocorre no mês de agosto até o fim de março.
Fêmea - Início do Perído Fértil: 6 meses a 1 ano.
Período de Incubação: 12 dias.
Números de Ovos: De 1 a 3 ovos por ninhada.
Muda (Troca de Penas): Acontece entre março e junho.
O nome Curió na língua tupi guarani significa "Amigo do Homem", pois este pássaro gostava de viver perto da aldeia dos índios. Esta característica de se aproximar do ser humano, a sua elegância, a enorme capacidade de disputar pelo canto quem é o dominador do território, e a enorme qualidade de seu canto, fez do curió um amigo muito estimado entre os criadores e amantes de pássaros em geral. O bicudo (oryzoborus maximiliani) é um parente muito próximo do curió e também excelente cantor, só que um pouco maior e é todo preto e com a mesma mancha branca na asa. O canto de curiós e bicudos é tão apreciado que, nos concursos, essas qualidades são muito importantes.
O Curió aprende a cantar desde pequeno com o pai, porém, os aconselham que os filhotes ouçam o canto do pai, somente se este canto for perfeito. As aves emitem sons que podem exprimir alegria, tristeza, aviso de alerta, dentre outros. Há uma grande variedade de cantos, e varia de região para região, havendo casos de pássaros que emitem até 40 assobios diferentes.
No Brasil já foram encontrados mais de 128 cantos diferentes e, os mais conhecidos são: Praia Grande, Paracambi, Uberaba, Vi te teu, Mateiro (que é o natural do pássaro). Quanto a repetição pode ser curto (de 1 a 4) ou longo (mais de 5). O canto mais difundido por todo o Brasil é o chamado Praia Grande. Esse canto é originário das praias paulistas e, atualmente, está extinto na natureza, ou seja, os pássaros selvagens não mais o emitem. Por isso, a preocupação dos criadores de todo Brasil é que seja mantido, em cativeiro, esse tipo de canto.
O curió além de excelente cantor é um imitador nato, por isso, não é aconselhável criá-lo com outras espécies de pássaros, porque ele aprenderá facilmente o canto delas, perdendo assim a pureza de suas notas musicais características. O melhor tempo para o curió aprender a cantar é quando novo , ainda com 3 meses. Colocando o pássaro para escutar o canto de fita, CD ou de um mestre (pássaro do plantel que tem o melhor canto), mas também pode aprender depois de velho se ele for cabeça mole (nome dado pelos criadores, um curió que ao escutar um canto diferente do seu troca de canto). Você pode encontrar cd contendo gravações de canto de curió, especiais para o treinamento de filhotes e aperfeiçoamento do canto de curiós adultos.

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